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6 lições sobre assédio que sua filha pode ensinar para a sua mãe

Universa

2008-03-20T18:05:00

08/03/2018 05h00

Ainda existem muitas mulheres que não entendem a diferença entre assédio e paquera (Getty Images)

As mulheres do século 20 conquistaram liberdade sexual, divórcio e leis contra maridos violentos. Já as jovens do século 21 querem andar nas ruas sem serem molestadas. Embora uma coisa não invalide a outra –pelo contrário– ainda existem muitas mulheres que não entendem a diferença entre assédio e paquera. Para elas, um pequeno manual inspirado nas nossas filhas:

1 – Cantadas indesejadas são, sim, assédio. Fiu fiu na rua e suas variantes –ao contrário do que muitas mulheres acreditavam– não levantam a auto-estima e agridem o sagrado direito de um ser humano transitar sem ouvir o que não quer.

2 – "Você vem sempre aqui?" é uma cantada burra. "Você está sozinha, vou fazer companhia" é assédio. Mulheres têm o direito de estarem sozinhas em um bar ou em uma balada ou –mais incrível ainda– têm o direito de escolher sua companhia.

3 – Andar de shortinho não é um convite para ser tocada ou intimidada. Se isso fosse verdade, homens e mulheres deveriam andar de burca.

4 – Mulheres definitivamente não são culpadas quando seus ex-namorados divulgam suas fotos íntimas na internet. Assim como não são culpadas por apanhar ou sofrer outros tipos de violência.

5 – Mulheres têm o direito de se sentirem seguras quando pulam o Carnaval, usam o transporte público, andam sozinhas à noite.

6 – O fim do assédio –que é indesejado, sempre– não é o fim da paquera. Uma coisa, inclusive, independe da outra. E o mundo não vai ficar mais chato com o fim do assédio. Vai apenas ficar mais seguro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Brenda Fucuta trabalhou em jornais e revistas por 30 anos e se especializou no comportamento de jovens e mulheres. Atualmente, estuda a convivência de gerações e escreve sobre o universo digital dos adolescentes.

Sobre o blog

Reflexões de uma jornalista otimista sobre nossa vida em comum